Em pouco mais de uma década, El Salvador passou de um dos países mais violentos do mundo para uma das nações mais seguras da América Latina — com uma queda histórica nos homicídios e impacto real na vida das pessoas. Essa trajetória é uma inspiração para o Brasil — um país que também luta há anos para reduzir a violência e proteger vidas.
O antes e o depois em El Salvador

Até meados da década de 2010, El Salvador era conhecido internacionalmente pelos altos índices de violência: em 2015, o país registrou cerca de 106 homicídios por 100 mil habitantes, um dos piores números globais da época. Wikipedia
A partir de 2019, com o início de um plano de segurança reforçado e a declaração de estado de exceção em 2022, o país implementou medidas de forte impacto — aumentando a presença das forças de segurança, intensificando prisões de gangues e concentrando recursos na proteção de comunidades.

O resultado tem sido notável:
- 2015: ~106 homicídios por 100 mil habitantes.
- 2019: ~38 homicídios por 100 mil habitantes.
- 2024: apenas 1,9 homicídios por 100 mil habitantes — um dos menores índices registrados na região!
Hoje El Salvador figura como um dos países mais seguros geograficamente nações comparáveis da América Latina, incluindo superando capitais e países com índices mais altos de violência.

O que foi feito na prática
1. Estado de exceção e tolerância zero
Em 27 de março de 2022, após uma onda de mais de 80 homicídios em um único fim de semana, o Congresso salvadorenho aprovou um estado de exceção que suspendeu temporariamente vários direitos constitucionais — como habeas corpus, limites para prisões sem mandado e proteção de comunicações
2. Prisões em massa
Mais de 90.000 pessoas com ligação a gangues foram presas até o final de 2025 — uma proporção que fez El Salvador ter uma das maiores taxas de encarceramento do mundo.
O governo construiu ainda o Centro de Confinamento de Terrorismo (CECOT), uma prisão de segurança máxima com capacidade para milhares de detentos, símbolo da política de linha-dura.
3. Redução expressiva dos homicídios
Segundo dados oficiais divulgados pela polícia e reportados por agências internacionais, a taxa de homicídios caiu drasticamente desde 2019:
- 2018: cerca de 53 homicídios por 100 mil habitantes.
- 2024: aproximadamente 1.9 homicídios por 100 mil habitantes, um dos menores índices da América Latina.
Em 2025, o ritmo se manteve, com períodos prolongados sem assassinatos registrados e média abaixo de 1,2 homicídio por 100 mil habitantes em algumas partes do ano.
Resultados práticos no cotidiano
Percepção de segurança: moradores relatam que áreas antes dominadas por gangues hoje têm circulação normal de pessoas, comércio ativo e maior sensação de segurança.
Turismo e economia: com a queda da violência, houve aumento da atividade turística e maior interesse de investimentos em setores conectados à confiança pública na segurança.
Reconhecimento internacional: ministros da Segurança de países vizinhos, como Costa Rica, visitaram El Salvador para observar sistemas prisionais e operações de combate a gangues, enquanto alguns governos regionais avaliam adaptar partes do modelo.
O que isso significa para o brasileiro
Quando olhamos para El Salvador e vemos que era impossível andar nas ruas com segurança, mas hoje muitas famílias vivem tranquilas, percebemos que políticas públicas ousadas e bem coordenadas salvam vidas.
No Brasil, a segurança pública já vem avançando em vários pontos, com quedas sucessivas de homicídios e mais proteção nas ruas — mas ainda há espaço para crescer. A experiência salvadorenha nos lembra que:
✔ Nenhum homicídio é aceitável
✔ Proteger vidas deve ser prioridade de qualquer governo
✔ Combinar inteligência, policiamento e prevenção produz resultados reais
Como nação grande e plural, podemos adaptar essas lições à nossa realidade, sempre com compromisso com a proteção das nossas famílias, de nossos jovens e de todos os cidadãos.
Porque o Brasil que queremos é um Brasil mais seguro, onde todos possam viver sem medo e com dignidade.






