Aos 19 anos, Maria Larissa Ferreira Paiva, conhecida nas redes sociais como Larittrix, vem conquistando reconhecimento internacional ao transformar a paixão pelo universo em descobertas científicas. Natural de Pires Ferreira, no interior do Ceará, a jovem entrou para a lista Forbes Under 30 no fim de 2024, na categoria Ciência e Educação, após se destacar em projetos de astronomia ligados à NASA.
A trajetória da estudante ganhou projeção nacional em 2021, quando, aos 16 anos, ela identificou seu primeiro asteroide durante o programa Asteroid Hunt, iniciativa realizada pela NASA em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e instituições internacionais. Desde então, Larissa já participou da identificação de mais de 25 asteroides.
Além das descobertas espaciais, a jovem também colaborou na classificação de cerca de 1.400 galáxias para o projeto Galaxy Cruise, do Observatório Astronômico Nacional do Japão. O trabalho ajuda pesquisadores a compreenderem a formação e evolução do universo por meio da análise de sistemas estelares.
Sem acesso fácil à internet e a cursos especializados durante a infância, Larissa estudou astronomia de forma autodidata. A curiosidade pelo céu começou ainda criança, observando as estrelas da zona rural cearense. Mais tarde, ela passou a participar de olimpíadas científicas e acumulou dezenas de premiações acadêmicas.
Atualmente, Larittrix divide sua rotina entre projetos científicos, produção de conteúdo educacional e ações voltadas ao incentivo da educação no Brasil. Nas redes sociais, ela compartilha conteúdos sobre astronomia, ciência, espaço e oportunidades acadêmicas para jovens estudantes, alcançando milhares de seguidores.
A jovem também desenvolve o Instituto Larittrix de Educação Cidadã, iniciativa criada para aproximar crianças e adolescentes da ciência por meio de clubes científicos, palestras e projetos educacionais em escolas públicas. Segundo entrevistas recentes, um dos principais objetivos da cearense é democratizar o acesso ao conhecimento científico e mostrar que jovens de cidades pequenas também podem alcançar reconhecimento internacional.
Entre os planos futuros, Larissa pretende seguir carreira acadêmica na área da astronomia e da pesquisa espacial, além de expandir os projetos educacionais que já desenvolve no Nordeste. A estudante também afirma que deseja representar o Brasil em iniciativas científicas internacionais e incentivar mais meninas a ingressarem nas áreas de ciência e tecnologia.
O reconhecimento da Forbes destacou não apenas as descobertas astronômicas da estudante, mas também seu impacto social ao aproximar a ciência de jovens brasileiros. A história da cearense vem inspirando milhares de estudantes e reforçando o potencial da educação científica no país.






